Leonardo Boff e a ecologia filosófica
Publicado em Sustentabilidade. 19 de maio de 2011 - 07:10 - por Planeta Água
A Terra como uma mãe. Assim é que o teólogo Leonardo Boff prefere caracterizar o lugar onde vivemos. Durante a palestra que ministrou em Joinville/SC, ele apresentou a “ecologia filosófica” da qual é adepto. Com questionamentos e provocações sobre o tema, Boff mostrou que o ser humano tem, cada vez mais, esquecido que é parte desse planeta e tratado a natureza sem pensar nas consequências.
Segundo o teólogo, tem surgido uma teoria preocupante entre as pessoas. Trata-se daqueles que acreditam que os recursos são finitos e, “como o mundo irá mesmo acabar um dia”, preferem gastar tudo à vontade, em vez de preservar para que as coisas durem por muito mais tempo.
“Uma ideia errônea é entender a Terra como um objeto sem inteligência, como se fosse um baú de onde podemos tirar todas as coisas. O ser humano pensa que está fora ou em cima da Terra, mas ele faz parte dela”, diz Boff.
Ele ainda explica que não se deve viver da degradação da natureza, mas sempre pensar em uma forma de viver e produzir em harmonia com ela. Para Boff, o importante é “primeiro mudar nossa consciência, depois transformá-la em prática”.
Isso mostra como a preservação e o cuidado começam com uma mudança de hábitos, com novos valores aderidos. Depois, as práticas se levam para os bairros, empresas, escolas, enfim… O importante é começar a fazer a diferença!





Muito se fala sobre as guerras e conflitos que podem surgir com a escassez da água. O próprio secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, apontou em um boletim o risco de se “transformar competições pacíficas em violência” com a falta de água, e a partir de milhares de afirmações e estudos nasceu a noção popular da ‘Guerra pela Água’. Porém, de acordo com um estudo publicado pela Revista Nature e outro realizado pelo Instituto Internacional de Estocolmo sobre Água (IIEA), países não fazem guerras para disputar a água e sim resolvem suas limitações por meio de negócios e acordos internacionais. Olhando através da história existem muitos exemplos que ilustram isto. Durante o século XX, por exemplo, 300 acordos internacionais foram assinados para garantir uma gestão transfronteiriça de recursos hídricos e apenas sete pequenos incidentes entre países foram contabilizados no período como resultados diretos da escassez de água.

