Artistas do Oriente Médio focam na falta de água e em outros problemas ambientais
Publicado em Água. 16 de novembro de 2011 - 07:00 - por Rafaela Mussi
Com o aumento da falta de água e poluição no Oriente Médio, artistas da região estão trabalhando para deixar as questões ambientais mais visíveis, não só em casa, mas também em fóruns internacionais e até na Bienal de Veneza, onde o Iraque terá seu primeiro pavilhão, depois de 35 anos.
No Irã, onde os protestantes têm sido duramente reprimidos, e alguns até torturados depois de pedir proteção para o Lago Urmia, artistas estão também alertando contra outros tipos de degradação ambiental.
Na cidade de Kerman, um grupo de artistas iranianos utilizou tocos de árvore para bloquear uma rua da cidade em protesto ao desmatamento. Na esfumaçada cidade de Tehran, uma das mais poluídas do mundo, outros artistas realizaram o Tehran Monoxide Project, que nada mais é do que uma exibição de trabalhos envolvendo várias mídias em uma escola local para refletir sobre a saúde das crianças em um lugar onde “a cidade e a sua poluição são inseparáveis”.
Já os seis artistas iraquianos escolhidos para expor na Bienal de Veneza resolveram focar em algo que para eles é mais emergência do que as guerras civis ou o terrorismo: a falta de água.
O tema para o pavilhão iraquiano, “Água Ferida”, foi escolhido para chamar a atenção para um recurso crítico que está em crise por desvio, contaminação e negligência. Ou, como o curador Rijin Sahakian escreveu no catálogo da exposição, “a escassez causou ameaças e, em alguns casos, a extinção de muitas pessoas, animais e plantas. Tanto os artistas como os cientistas encontraram novas formas de se adaptar a novas circunstâncias ambientais”.
A obra abaixo, de Azad Nanakeli, intitulada AU, por exemplo, reflete o retorno do artista à sua casa em Erbil, e a descoberta de que todas as fontes estavam contaminadas com esgotos e químicos.









