Qual seria o destino do óleo derramado no golfo, se o desastre não tivesse acontecido?
Publicado em Água. 17 de maio de 2011 - 07:34 - por Rafaela Mussi
No dia 20 de abril de 2010, um grande vazamento de petróleo aconteceu no Golfo do México. O mundo inteiro se comoveu e prestou atenção aos noticiários, mas depois que a fonte foi selada, a tragédia foi esquecida por todos nós.
Neste ano, para o aniversário do desastre, o designer Chris Harmon decidiu lançar um vídeo chamado Oil’d, no qual trabalhou durante um mês para conscientizar as pessoas da magnitude do acidente, mostrando o que teria sido feito com o óleo se ele não tivesse sido derramado.
Só para começar, 46% dos 205.000.000 galões (aproximadamente 776.000.000 litros) de petróleo que foram espalhados pelo mar após a explosão seriam transformados em gasolina. Ou seja, 94.000.000 galões (356.000.000 litros), combustível suficiente para 750.000 carros irem de Nova Iorque a Los Angeles.
37.000.000 galões (140.000.000 litros) seriam convertidos em diesel, o suficiente para manter um caminhão rodando sem parar por 536 anos.
16.000.000 galões (60.556.000 litros) seriam destinados para o abastecimento de aviões, o suficiente para se dar a volta ao mundo 3000 vezes em um avião comercial de porte grande.
10.00.000 galões (37.854.000 litros) de óleo seriam transformados em 20.000 toneladas de plástico, quantidade suficiente para encher o interior do Empire State. Destas, 15.000 toneladas jamais serão recicladas.
6.000.000 galões seriam utilizados para a produção de borracha sintética, e para todo o resto sobram muitas funções que vão desde o uso em calefação, pavimentação de estradas até a produção de fibras utilizadas em roupas.
E toda essa quantidade de 205.000.000 galões de óleo que foi derramada equivale ao que os EUA consomem em menos de 7 horas.
Harmon também fala das emissões de carbono e da grande área de floresta que seria necessária para mitigá-la.
No final, o designer convida todos a fazerem a diferença, diminuindo o consumo, encontrando meios de transportes alternativos, pois, de acordo com suas palavras, não existem soluções de baixo impacto quando o petróleo está envolvido.
Para ver o vídeo basta clicar aqui.








