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12
mai

O petróleo não derramado é muito mais nocivo ao meio ambiente do que o que vaza no meio ambiente

Publicado em Água. 12 de maio de 2011 - 07:22 - por Rafaela Mussi

Após um ano do derramamento de óleo no Golfo do México, com tantas recapitulações do que aconteceu e do que não aconteceu até a atualidade, parece que o assunto está voltando novamente ao centro das atenções. Dentro disso, o ecologista americano Carl Safina está trazendo um ponto muito importante e também muito crítico. Segundo ele, mesmo com toda a devastação ecológica que o acidente trouxe, e traz até hoje, de muitas formas, a maior catástrofe ecológica não foi causada pelo petróleo que a British Petroleum derramou, mas sim, por todo o petróleo que não é derramado e que nós queimamos todos os dias.


Derramamento de Óleo da BP no Golfo do México / Foto: Patrick Semansky- AP



De acordo com o ecologista, todo esse CO2 resultante da queima de combustíveis fósseis leva ao aquecimento global e também à chamada acidificação dos oceanos, uma catástrofe muito maior do que qualquer derramamento ocorrido até hoje.

Os oceanos absorvem cerca de 30% do dióxido de carbono lançado na atmosfera, formando o ácido carbônico. Desde o começo da revolução industrial, nós já adicionamos cerca de 500 bilhões de toneladas de dióxido de carbono aos oceanos, que estão 30% mais ácidos do que há algumas centenas de anos.

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20
ago

Petróleo do derramamento da British Petroleum começa a entrar na cadeia alimentar

Publicado em Visão Sustentável, Água. 20 de agosto de 2010 - 07:23 - por Rafaela Mussi

Cientistas descobriram em pesquisa recente traços de petróleo derramado pelo desastre da British Petroleum (BP) em larvas do Caranguejo Azul. Isto evidencia que o óleo já começou a entrar na cadeia alimentar, e pode ser fatal para animais que o consumirem.


Fonte: NOLA


A larva do caranguejo é utilizada como indicador de contaminação e a descoberta pode confirmar um dos nossos maiores medos: de que o desastre no Golfo ainda vai impactar o ecossistema da região por anos e anos.

Isso sugere que o petróleo chegou a uma posição onde pode começar a se locomover entre a cadeia alimentar ao invés de apenas flutuar sob a água. Foi o que disse Bob Thomas, biólogo da Universidade Loyola, em Nova Orleans, nos EUA: “Algum animal pode comer essas larvas com petróleo, e aí o animal será comido por algo maior e por aí vai.”

Thomas ainda disse que as pequenas criaturas são capazes de sobreviver devido às poucas quantidades de óleo que consomem, mas para os animais no final da cadeia, como golfinhos e o atum, as doses podem ser fatais. Mesmo que os caranguejos não sejam mortos de imediato pelo petróleo, ele pode criar um efeito severo sobre a capacidade de reprodução do animal, impactando as próximas gerações e todo o resto da cadeia alimentar.

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04
ago

A menina de 11 anos que arrecadou mais de U$100 mil para salvar o Golfo

Publicado em Água. 04 de agosto de 2010 - 11:20 - por Rafaela Mussi

 

O vazamento no Golfo do México envolveu muitas famílias e, com certeza, trouxe muitas histórias, tragédias e prejuízos que ficarão para o resto da vida. Porém, há uma delas que se destaca por ser muito inspiradora e servir como um grande exemplo de que todos podem ajudar, basta querer!

A história que vou contar é a de Olivia Bouler, uma garota Americana de 11 anos, que costumava passar as férias na região atingida pela maré negra. Ao ver as cenas do desastre na TV, Olívia ficou muito triste e decidiu fazer alguma coisa.

A garota tem uma grande paixão por pássaros e adora desenhá-los. Juntando tudo isso, ela decidiu escrever à National Audubon Society, uma das maiores organizações ambientais dos EUA. Abaixo encontra-se a carta que ela escreveu à instituição oferecendo os seus desenhos:

Querida “Audubon Society”,
Como todos vocês sabem, o vazamento no Golfo é devastador. Minha mãe já contribui doando bastante dinheiro, mas eu tenho uma ideia que também pode ajudar.  Eu sou uma ótima desenhista, e eu estava imaginando se não poderia vender alguns desenhos de pássaros e destinar os lucros à sua organização. Minha mãe tem contatos de uma galeria de arte aqui onde moro e ela vai vendê-los lá. Eu também espero ir para Cornell [faculdade em Nova York] no futuro, quero estudar Ornitologia [ramo da biologia que estuda os pássaros]. Eu conheço algumas espécies de pássaros. […] Eu usarei toda a minha força para ganhar dinheiro. Tudo o que eu preciso é o seu OK. Aqui está uma imagem de um Cardeal do Norte como exemplo.

Muito obrigada pelo seu tempo.

Olívia

11 anos e com vontade de ajudar.

A organização contactou os pais da menina imediatamente e perguntou se poderia comprar um de seus desenhos para pendurar na sua sede em Manhattan. Os oficiais da instituição reuniram-se e discutiram qual seria a melhor forma de angariar fundos com os desenhos de Olívia e foi decidido, com a permissão de Olívia e de seus pais, que as suas pinturas de pássaros em aquarela seriam utilizadas por vários grupos e instituições. [Leia mais...]

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21
jul

Novas espécies de peixes são descobertas no Golfo poluído

Publicado em Água. 21 de julho de 2010 - 07:37 - por Rafaela Mussi

Apesar do Golfo do México ser um dos ambientes marinhos mais frequentemente estudados em todo o planeta, ainda há espaço para novas descobertas. Cientistas conseguiram descobrir e descrever três novas espécies de peixes, os quais vivem em áreas parcialmente ou completamente atingidas pelo derramamento de petróleo.

Os três peixes pertencem à família Ogcocephalidae, mesma do peixe-morcego e o mais interessante é que essa descoberta mostra a grande possibilidade de que exista uma variedade de espécies esperando para serem descobertas nos oceanos por aí.

Uma das novas espécies descobertas. Créditos da imagem: Ho, Chakrabarty & Sparks

John Sparks, do Museu Americano de História Natural comentou que “se nós ainda estamos encontrando novas espécies de peixes no Golfo, imagine quanta diversidade, especialmente microdiversidade, estão por aí sem o nosso conhecimento”.

Enquanto duas das espécies vivem na costa nordeste do Golfo, a terceira vive exatamente na mesma zona atingida pelo vazamento de petróleo. E junto com essa informação vem também a preocupação, afinal, um acidente dessa escala pode acabar exterminando algumas espécies que ainda nem tomamos conhecimento.

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30
jun

Longe do Golfo do México, Nigéria sofre com vazamentos de petróleo há 50 anos

Publicado em Visão Sustentável, Água. 30 de junho de 2010 - 07:52 - por Rafaela Mussi

Enquanto todas as atenções se voltam para o vazamento de petróleo no Golfo do México, no Delta do Níger, na Nigéria, esse tipo de notícia não é nenhuma novidade. Há 50 anos, vazamentos de petróleo ocorrem quase todas as semanas no local. Estima-se em torno de 41 milhões de litros por ano, o equivalente ao derramamento do navio Exxon Valdez no Alasca, em 1989.

Homem no meio de um pântano poluído por vazamento de petróleo na Nigéria. Foto: New York Times

De acordo com uma reportagem recentemente publicada no New York Times, esse é provavelmente o local mais castigado pelo petróleo em toda a face da Terra e os habitantes estão impressionados com a atenção constante ao vazamento da plataforma da BP, no México. “Sentimos muito pelo golfo, mas é o que acontece aqui há 50 anos”, disse Emman Mbong, uma autoridade em Eket.

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