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27
mai

Economizar água agora também dá descontos nas suas compras

Publicado em Água. 27 de maio de 2011 - 08:00 - por Rafaela Mussi

by Docol

Além de poupar o seu dinheiro e o meio ambiente, economizar água agora também pode dar desconto nas suas compras. Isso tudo graças ao Banco da Água criado pelo Movimento Cyan, que é uma iniciativa da AmBev.


O programa funciona assim: após realizar o cadastro virtual com o seu registro de imóvel e assinar o termo de responsabilidade, o sistema tem acesso às suas informações e históricos de consumo de água. O usuário pode escolher uma das contas a ser usada como base, da qual se cria uma média de consumo. Qualquer redução a partir dessa média gera uma pontuação e o acúmulo de pontos pode ser trocado por descontos em lojas virtuais, como Submarino, Shop Time, Americanas, entre outras.

O projeto, em parceria com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo), faz parte da nova fase do movimento que tem a prioridade de engajar as pessoas na causa da economia da água. Por enquanto, ele só funciona no estado de São Paulo, mas as negociações com companhias de saneamento de outros locais para a expansão do programa já estão em andamento.

Para fazer o cadastro, basta entrar no site do Banco da Água.

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26
mai

Quem disse que passarinhos também não twittam?

Publicado em Você precisa saber. 26 de maio de 2011 - 07:05 - por Rafaela Mussi

by Docol

Em época de alta velocidade, smartphones e mídias sociais, manter contato com o mundo nunca foi tão fácil, mas o problema é que enquanto estamos conectados, acabamos às vezes esquecendo de outras coisas, e perdendo contato com a natureza e os sons ao nosso redor. Com isso em mente, Voldemars Dudums, da Letônia, inventou uma forma de representar a voz dos verdadeiros tweeters (piadores, em inglês) criando uma conta no Twitter onde passarinhos de verdade são os responsáveis pelos posts. É claro que a maioria dos tweets dos animais não faz sentido algum, mas os seus 4000 seguidores não parecem ligar para isso.

Para atrair os animais, Voldemars criou um teclado especial com pedaços de bacon acoplados. Ele também disponibiliza uma webcam para que os amantes de pássaros possam acompanhar a ação online. Na cidade de Sarnate, na Letônia, as temperaturas congelantes geralmente significam tempos difíceis para pássaros  que se alimentam de insetos. Dessa forma, a cada tweet, os pássaros também estão recebendo comida. Naturalmente, o nome escolhido para a conta do Twitter foi @hungry_birds, que significa pássaros famintos, em inglês.



Fonte: Birds on twitter



De acordo com Voldemars, muitos acham a ideia boba, “mas se você for ver cada coisa que as pessoas dizem de vez em quando no Twitter, as mensagens dos passarinhos estão OK”. Ele também criou o website Birds on Twitter, onde você pode acompanhar os tweets, bem como os vídeos dos animais.

Felizmente, para os passarinhos (e talvez não muito para o crescente número de seguidores), a chegada da primavera na Letônia acompanhada da reaparição das fontes naturais de comida dos animais, significou uma menor frequência de visita dos passarinhos ao teclado de Voldemars.

Então, eu ainda acho aconselhável que você tire cinco minutos do seu dia para desligar seu computador ou smartphone, abaixar o volume do som e prestar atenção no espetáculo natural que temos de graça todos os dias.

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25
mai

Capteur Soleil: esterilizador solar

Publicado em Água. 25 de maio de 2011 - 07:18 - por Planeta Água

by Docol

O desperdício de energia está em todo lugar e nas mínimas ações do nosso dia a dia. Por isso que, muitas vezes, mal notamos quando usamos desnecessariamente um aparelho ou máquina. Alguns universitários dos Estados Unidos perceberam, por exemplo, que há uma alternativa ecológica para as máquinas de esterilizar equipamentos médicos, grandes consumidores de energia elétrica.

Foto: João Avila

Os estudantes de engenharia da Rice University aperfeiçoaram uma técnica de captação da luz solar inventada há décadas pelo francês Jean Boubour, chamada Capteur Soleil. Quando criado, o sistema de captação funcionava da seguinte maneira: era uma espécie de balança feita totalmente de espelhos, com um tubo de ferro em cima. Quando o sol incide, o espelho reflete a luz para dentro do tubo, armazenando o calor.

A variação que os universitários fizeram para transformar o Capteur em esterilizador foi inserir dentro do tubo de ferro uma caixa térmica – onde podem ser colocados os materiais médicos que se deseja esterilizar – e abaixo da caixa, um reservatório com água. O calor absorvido pelo tubo esquenta a água até ela virar vapor e os metais dentro da caixa são esterilizados a seco. Pronto. Esterilizado sem o uso de energia elétrica.

Mas por que esse artefato ainda não está disponível?

Infelizmente ou felizmente, de acordo com as determinações dos órgãos da vigilância sanitária, as esterilizações devem acontecer, no mínimo, a uma temperatura de 121ºC. E essa temperatura, de acordo com os estudantes, só pode ser atingida depois de uma exposição de 40 minutos, dependendo da boa vontade da natureza (sol forte e incidente, por exemplo, o sol do meio dia).

Mas, enquanto a técnica não é aprimorada, o Capteur Soleil pode ser usado em áreas carentes que não têm acesso à energia elétrica.

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24
mai

Findhorn, a ecovila sustentável

Publicado em Sustentabilidade. 24 de maio de 2011 - 07:00 - por Planeta Água

by Docol

Imagine morar em um lugar onde todas as casas são ecológicas. Assim é em uma pequena ecovila chamada Findhorn, que fica na beira do Mar do Norte, na Escócia. A localidade, uma das mais famosas e antigas do mundo nesse estilo, tem cerca de 1.000 moradores e existe desde 1985, com o objetivo de ser totalmente amiga da natureza.

Para isso, as casas de Findhorn são construídas de modo a gerar o menor impacto possível. São usados materiais reaproveitados, como antigas barricas de carvalho para curtir whisky, além da adoção de técnicas de aquecimento solar da água, telhados verdes e banheiros secos. Para tratar a água, se utiliza o sistema de permacultura, em que filtros de raízes das plantas absorvem as impurezas e devolvem água limpa para o mar ou a reaproveitam. A energia vem de turbinas eólicas da própria ecovila.

Além de tudo, Findhorn tem 40 micro e pequenas empresas na área de construção, alimentação, cerâmica, tecelagem e até uma fábrica de painéis solares. Outro bom exemplo é o sistema de transporte: os carros que circulam no local são comunitários. Os moradores fazem uma escala para o uso, sem esquecer de dar carona aos outros, para nunca sair com lugares sobrando nos automóveis. Essas ruas são seguras às crianças e privilegiam os pedestres e ciclistas.

A ideia de criar esse lugar veio do casal Peter e Eileen Caddy e sua amiga Dorothy Maclen, num acampamento de trailers, em 1963, para propagar uma “filosofia de amor incondicional”.

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23
mai

Açaí e a sua produção sustentável

Publicado em Sustentabilidade. 23 de maio de 2011 - 07:50 - por Planeta Água

by Docol

Barrinhas de cereais, iogurtes, sobremesas lácteas e até cosméticos são alguns dos alimentos que podem ser feitos com açaí, sem contar no consumo in natura. A fruta, além de se tornar cada vez mais famosa e de ajudar no desenvolvimento das regiões produtoras, tem uma característica bem importante: sua produção é altamente sustentável.

Um dos motivos é porque todas as partes do açaizeiro podem ser aproveitadas para se fazer algum produto, segundo indica a tabela:

Raiz

Quando nova, é usada como chá vermífugo.

Tronco (estipe)

Usado em construções rurais, como ripa e caibro, e para móveis leves.

Fruta

Com ela se faz vinho de açaí, polpa congelada, sorvete, geleia, corantes, bombons, etc.

Cachos (de onde as frutas são tiradas)

Servem como vassouras, adubo ou, se queimados, como repelente natural contra insetos.

Coaratá (que cobre o cacho)

Usado como rede para bebês e barco de brinquedo.

Parte elevada do caule

É de onde se extrai o palmito de açaí, que pode ser retirado sem matar a árvore, o que significa uma exploração sustentável.

Palha

Usada em casas como telhado e é matéria-prima de tapetes e outros objetos artesanais.

Caroço

Dele é feito adubo, joias ecológicas, como colares e pulseiras e é usado, também, na substituição de carvão e lenha.

Outra questão relevante é sobre o plantio das árvores. É importante que os açaizeiros sejam plantados de forma a gerar menor impacto possível. De acordo com os especialistas, não se deve tirar toda a vegetação e deixar só os açaizeiros plantados sozinhos, porque essa monocultura abre espaço para pragas. O mais correto a fazer é manter o equilíbrio entre o açaizal e a floresta de várzea.

A biodiversidade ao redor pode ajudar, protegendo as plantas do sol, da erosão nas margens dos rios e da proliferação de ervas daninhas e das pragas. Esse método de plantação também é eficaz para a recuperação das áreas desmatadas e facilita o transporte rodoviário, sem depender do transporte fluvial, que é mais lento.

Os produtores continuam na busca pela forma mais sustentável de se trabalhar com o açaí. Para Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra, é preciso gerar uma cadeia produtiva associada ao território, vender açaí como produto legítimo da Amazônia. “Só assim transformaremos a vantagem competitiva em sustentabilidade permanente”, afirma.

Fonte: Revista Horizonte Geográfico, nº 134


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