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meio ambiente Mudanças Climáticas Lixo reutilização Reciclagem poluição Aquecimento Global Economia Sustentabilidade Água
 

O mundo precisa de mais bicicletas

Baixa biodiversidade pode diminui...

Consumo de água cresce mais ráp...

 
23
jan

Afinal, devemos ou não reciclar o nosso papel?

Publicado em Reciclagem. 23 de janeiro de 2012 - 07:53 - por Rafaela Mussi

Na reciclagem de papel existem alguns aspectos para se considerar, como a emissão de CO2 e o material químico utilizado, e para ambos existem argumentos que contrariam a reciclagem. Remover os impressos dos papéis implica no clareamento, que utiliza substâncias que podem acabar poluindo os rios. Já ao se falar nas emissões, cultivar uma árvore ajuda a absorver carbono, mas na maioria das vezes elas não são substituídas, portanto é melhor ou não que reciclemos?

Quando falamos em meio ambiente e papel a reciclagem é quase uma resposta automática para todos. A maioria nunca questionou essa prática e ficou chocada quando começaram a surgir teorias que a contrariam. Como foi o caso do americano Michael Moore que causou polêmica ao declarar em seu livro Stupid White Men que iria parar com essa prática, mas talvez ele estivesse certo.

A maioria dos recicláveis acaba não sendo reciclada por causa de contaminação com comida, falta de infraestrutura, falta de conscientização, entre outros. E o que parece é que reciclar serve como uma desculpa para que possamos consumir mais matérias sem culpa, esquecendo que reduzir e reutilizar devem vir antes da reciclagem.

Da perspectiva das emissões de CO2 é muito claro que reciclar é a melhor escolha. Cada tonelada de papel enviada para o aterro emite 1,38 ton de CO2 equivalente em sua decomposição. O processo da reciclagem além de eliminá-las, reduz também as emissões geradas pelo processamento, transporte, etc, em um total de 4,23 ton de CO2.


Considerando a poluição química a reciclagem também tem pontos a favor. O processo de clareamento de papéis impressos também tem impactos menores do que a produção de fibra natural, seu processamento, delignificação e clareamento.

Infelizmente tanto a produção de papel reciclado quanto a de papel virgem necessitam de um grande volume de água, enfatizando a importância da redução e reutilização antes da reciclagem.

O reflorestamento é certamente outra razão para que reciclemos o papel. Enquanto é verdade que em muitos lugares exista a prática do reflorestamento, mesmo nos lugares em que ela não é praticada os impactos são muito maiores do que a perda de árvores. Isso inclui a perda de habitat, erosão, etc. E enquanto as árvores replantadas absorvem mais carbono em seus primeiros anos de crescimento do que as mais velhas, o reflorestamento geralmente favorece a monocultura de espécies favoráveis para  colheitas futuras ao invés de uma diversidade mais natural de espécies de ávores.

Então o que nós devemos ter sempre em mente é: reduzir a quantidade de papel e outros recursos que consumimos, reusar sempre que possível e depois que inservível, sempre reciclar! #3R

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20
jan

A cidade mais limpa do mundo

Publicado em Reciclagem. 20 de janeiro de 2012 - 09:00 - por Rafaela Mussi

105.000 habitantes, 1.500 indústrias e 0 gramas de lixo são números que correspondem à realidade da cidade de Boras na Suécia. O município reaproveita 99% de todos os seus resíduos, que são destinados de três diferentes formas: 42% são encaminhados à incineração e convertidos em energia elétrica, 30% são tratados e transformados em biocombustível e 27% restantes são reciclados. O restante, que corresponde a menos de 1% é enterrado, devido ao alto custo dos aterros.

Os ganhos são tão grandes que a cidade já começou a importar lixo da Noruega para poder gerar mais energia limpa.

Outra parte interessante é o envolvimento exemplar da população. A reciclagem, por exemplo, é inteiramente feita pelos habitantes da cidade. São eles que separam os materiais e os levam até os pontos de coleta. #exemplo


Cidade de Boras - Fonte: http://www.boras.se/

Os resíduos orgânicos são armazenados pela população em sacos pretos e o restante em sacos brancos e ambos são coletados por caminhões e respectivamente encaminhados a usina de biogás e incineradores.

A universidade local que iniciou o projeto presta assessoria para todo o mundo sobre reaproveitamento de lixo, e o próximo investimento que eles pretendem fazer depois do lixo zero é na eliminação total de combustíveis fósseis.

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02
jan

O mundo precisa de mais bicicletas

Publicado em Sustentabilidade. 02 de janeiro de 2012 - 09:43 - por Rafaela Mussi

A conferência de Durban na Africa do Sul, trouxe o comprometimento pela primeira vez desde Kyoto em 2007, de todos os maiores emissores em um instrumento com força legal para redução de emissões. Uma grande vitória, mas ao mesmo tempo, ela nos mostrou que nossas emissões continuam a crescer e todos sabemos que isso não será suficiente para limitar o aquecimento global à faixa de segurança estabelecida de 2ºC até 2100.

Mas então o que fazer? Surge a necessidade de colocarmos toda a energia possível para que o acordo global com metas para todos seja completado o mais rápido. E enquanto esse acordo não chega, cada um de nós tem a sua parte a fazer.

Li recentemente um estudo conduzido pela Federação Européia de Ciclistas (ECF) que comparou os impactos da emissão de CO2 do transporte por meio de bicicleta, ônibus e carro. Os resultados como já era de se esperar mostraram que se todos os 27 países da União Européia atingissem um percentual de transporte por meio de bicicletas igual ao da Dinamarca, uma redução das emissões de CO2  entre 63 e 142 milhões de toneladas por ano seria possível até 2050. Isso corresponde de 12 a 26% da meta de redução traçada pelo setor de transporte da Europa. Se nós ampliássemos isso em nível mundial esses valores de redução seriam então ainda maiores.

E mesmo sendo uma grande redução, a meta está longe de ser um sonho. Há tempo suficiente para que até 2050 sejam feitos investimentos de infraestrutura que sejam capazes de aumentar a popularidade desse meio de transporte, mas o ideal mesmo é que eles sejam feitos o quanto antes.

Como você pode ver na imagem abaixo, a emissão por pessoa para cada quilomêtro é de 16g para bicicletas, 95g para ônibus e 229g para carros. E além de reduzirem as emissões as bicicletas também colaboram na diminuição do trânsito e aumentando a qualidade de vida.


Fonte: ECF

A dica é que sempre que possível você utilize bicicleta ou ônibus ao invés do seu carro, e se isso nunca for possível, opte por um carro que seja mais eficiente.

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28
dez

Metade dos brasileiros temem ataque à Amazônia

Publicado em Atualidades. 28 de dezembro de 2011 - 07:57 - por Rafaela Mussi

Enquanto cada vez mais os países desenvolvidos dependem dos recursos de outros para sobreviver, não é nenhuma surpresa que alguns países em desenvolvimento estão começando a ficar preocupados com o futuro. De acordo com os resultados de uma nova pesquisa, o nosso país é um deles. Metade dos brasileiros entrevistados acreditam fortemente que dentro dos próximos 20 anos um ataque será realizado no país em função das riquezas da Amazônia.

A pesquisa, conduzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostrou que dos 3796 brasileiros entrevistados, 50% se mostraram preocupados com ataques relacionados a Amazônia e 45% acreditam que o acesso ao Pré-sal brasileiro pode levar a um ataque.

Quando questionados sobre qual país seria responsável pelo ataque, 37% citaram os Estados Unidos, enquanto por outro lado, 32% acreditam que os Estados Unidos seriam um aliado.

“As pessoas ainda se veem ameaçadas com pais que tem capacidade militar sem paralelo. Ao mesmo tempo, as empresas americanas exportam, investem e a possibilidade de parceria é muito elevada. Essa ambiguidade decorre da variedade e da versatilidade do poder dos EUA”, disse Rodrigo Fracalossi, o técnico de pesquisa e planejamento, ao G1 Globo News.

Para muitos americanos, esse ceticismo dos brasileiros considerando a política internacional na América Latina, pode ser uma surpresa. Mas não seria a primeira vez que os EUA usariam a força para adquirir recursos.

Com o mundo cada vez mais populoso, onde recursos naturais já estão se tornando escassos em muitos lugares, me parece muito possível que conflitos internacionais venham a acontecer no futuro, seja por falta de água, terra fértil ou combustíveis fósseis. E se esse for realmente o caso, o Brasil, com sua abundância de recursos naturais, poderia muito bem ser um dos principais alvos.

Qual a sua opinião?

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26
dez

Mesmo com maior reserva de água doce do mundo, Amazônia não oferece abastecimento de água a toda sua população

Publicado em Água. 26 de dezembro de 2011 - 09:03 - por Rafaela Mussi

Apesar de guardar a maior reserva de água doce no mundo, e ter 40% de seu território protegidos sob forma de áreas de conservação, ou territórios indígenas, o acesso ao abastecimento de água adequado na Amazônia ainda é insatisfatório.

Dados mostram que as condições de água e saneamento básico são consideradas precárias na região. Na Amazônia brasileira, apenas 66% da população tem abastecimento de água adequado, enquanto 51% da população tem acesso ao saneamento básico. E há países dentro dos que abrangem a floresta, onde esses números são ainda menores.

Além desses, outros problemas também assolam a região. Um estudo recente indica que 42% da população da Amazônia brasileira vive abaixo da linha da pobreza. Os índices de educação e saúde são baixos em toda a região.

O mesmo estudo ainda aponta a criação de mais áreas protegidas como estratégia para conter o desmatamento, ampliando a proteção de 2 milhões de quilômetros quadrados para 3,2 milhões de quilômetros quadrados.

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