“O que? Escravos trabalham para mim?”. Essa é uma pergunta que muitos devem ter feito ao ler o título, pois é realmente difícil de acreditar que ainda nos dias de hoje exista algo do gênero. Mas a triste notícia é que o trabalho escravo não só é uma realidade, como abriga o maior número de pessoas já visto na história, que podem estar, nesse exato minuto, trabalhando para nós.
“Ah! Mas se ele existe, deve ser, então, em alguma cultura muito diferente, longe de minha influência!”. Geograficamente, o lugar pode até ser longe (apesar de termos aqui no Brasil), mas aquele smartphone, aquela camiseta e o seu cafezinho, por exemplo, podem estar relacionados com o trabalho escravo.
“Mas são todos de marcas de reputação. Se elas tivessem fábricas com trabalho escravo, com certeza já estariam nos noticiários”. Verdade, mas também não é tão simples assim. O maior problema é que essas marcas que nós tanto amamos nem sempre sabem da procedência do material que utilizam. De onde vem o algodão para aquela camiseta? E o tântalo daquele smartphone? E é aí que mora o problema, pois o trabalho escravo ocorre nos campos, nas minas e nas fases de processamento do material primário.
E, como a informação é sempre a nossa maior aliada para combater os problemas, o site Slavery Footprint lançou uma calculadora que mostra o número aproximado de escravos que trabalham para você semanalmente, a partir de um questionário simples sobre os seus hábitos de consumo, para dar uma ideia geral sobre o impacto social das escolhas ao redor do mundo.

A ideia do site é fazer você entender qual a sua influência na escravidão, sem deixá-lo com remorso, ou forçá-lo a parar de comprar coisas, mas sim, levar você a refletir sobre o tipo de impacto que seria provocado se mudássemos os nossos hábitos e, também, convidando você a mandar uma mensagem para as marcas que consome, perguntando sobre a origem de sua matéria-prima.
Se você ainda não está convencido, vale lembrar que o trabalho escravo e más condições de trabalho também estão conectados com o meio ambiente. Então, por que não perder 5 minutinhos para responder o questionário e ver o que você pode fazer para melhorar?
Para acessar a calculadora, é só clicar AQUI!


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