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02
Sep

O que vale e o que custa na Antártica: a questão do consumo de água

Publicado em Água, Artigo. 02 de September de 2010 - 07:35 - por Convidado

No caso brasileiro, nossa principal edificação – a Estação Antártica Comandante Ferraz – está localizada numa situação privilegiada, já que pode contar com a captação de água em duas grandes reentrâncias na rocha, que acumulam a água oriunda do degelo, formando lagoas que permitem o abastecimento por praticamente todo o ano. No entanto, já ocorreram situações em que, seja pelo inverno rigoroso, seja pelo consumo abusivo de água, a Estação passou por períodos de escassez, gerando a necessidade de medidas drásticas de controle do consumo e alto investimento energético para a transformação de neve em água. Observa-se que, para a produção de 300 litros de água, é necessário derreter cerca de 1.000 litros de neve!

 

 

Mesmo considerando que a água é um recurso abundante, é preciso também avaliar que toda a água consumida será transformada em resíduo líquido e que, dada as características especiais da Antártica, esses dejetos deverão ser tratados, demandando novamente uma grande quantidade de energia e tecnologias adequadas à esse tratamento (SOARES, GONÇALVES e ALVAREZ, 2009).

Em medições e pesquisas realizadas junto aos usuários, estima-se que o consumo per capita  na Estação Ferraz é de aproximadamente 232 L/hab/dia. Os estudos realizados por Soares (2010) identificaram que, caso fossem adotadas medidas economizadoras – como, por exemplo, a instalação de chuveiros com tempo de fluxo determinado, torneiras com sensores de presença, restritores de vazão, mictórios com válvula de fechamento automático e descarga com duplo acionamento para 3 e 6 litros – poderia ocorrer uma redução em cerca de 40% do consumo atual. É importante ressaltar que a instalação de tais equipamentos não representaria, necessariamente, relevantes mudanças comportamentais ou redução no nível de conforto dos usuários, sendo obtido simplesmente com a troca de equipamentos convencionais por outros, de maior eficiência.

Trazendo os estudos para uma realidade mais próxima, vale uma reflexão simples: se essa medida adotada em Ferraz para uma população de somente 60 pessoas representa um avanço na relação entre o Homem e o ambiente Antártico, o que não poderia representar se fosse adotado nos meios urbanos convencionais? Fica então a seguinte indagação: afinal, o que vale e o que custa nessa luta por um planeta mais sustentável?

Foto: Wikipédia
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1 comentário para “O que vale e o que custa na Antártica: a questão do consumo de água”

  • THALITA CRISTINA
    16 de September de 2010 at 13:15

    MUITO OBRIGADO!!
    Esse site me ajudou mto, pois estou estudando sobre o tratado da antartica e esse site me ajudou a irriquecer meus conhecimentos!!!1
    mais uma vez:Muito obrigado!!!!!

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