O que vale e o que custa na Antártica: a questão da sobrevivência
Publicado em Água, Artigo. 26 de August de 2010 - 07:29 - por Convidado
Trabalhar com a Antártica significa lidar com situações absolutas incomuns e diferenciadas dos meios urbanos tradicionais. Assim, o simples fato de estar lá requer, minimamente, ponderar sobre “o que vale” e “o que custa”. O lixo produzido na nossa Estação – a Estação Antártica Comandante Ferraz -, é um ótimo exemplo desse conceito, já que todo resíduo não orgânico tem que ser trazido de volta para o Brasil. Assim, esse “lixo” sem qualquer valor incorporado é embalado, pesado e medido, armazenado pelo tempo necessário, carregado para o navio e transportado até o Rio de Janeiro. Se for considerado o custo associado a essa tarefa – homens/hora, armazenagem, combustíveis, etc. – certamente o resultado final conterá uma cifra surpreendente e não comparável a qualquer outra situação. Mas, quanto vale manter a Antártica preservada tanto em termos ambientais quanto ao conceito de local destinado à paz e à ciência?
