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Rio+20

Apesar de não termos grandes avanços no texto final das negociações da Rio+20, não podemos julgar o evento como um fracasso. Em primeiro lugar, devemos levar em consideração que a Rio+20 não foi e nem tinha a ambição de ser uma COP (Conferência de Partes), na qual o objetivo era um acordo global na redução de gases de efeito estufa. As pretensões do evento eram muito mais modestas, deixando bem claro desde o começo que não haveria um avanço oficial muito grande.

Os objetivos incluíam definir economia verde, estabelecer metas do desenvolvimento sustentável e também decidir uma forma de transformar um órgão da ONU em autoridade ambiental. De quebra, o evento ainda mostrou a todos que felizmente o progresso está cada vez mais descentralizado das mãos do governo.

O verdadeiro sucesso da Rio+20 não está nos acordos, e sim nas milhares de pessoas que passaram horas nas filas para visitar as exposições, nas centenas de pesquisadores que trocaram informações, nos vários eventos que ocuparam toda a cidade, e principalmente nas pessoas que de certa forma foram tocadas e adotaram novas atitudes, sejam elas autoridades ou não.

Essas atitudes com certeza não salvarão o mundo, tampouco acabarão com as mudanças climáticas, porém tornarão cada vez mais difícil para os governos continuarem adiando a adoção de políticas públicas que reduzam os nossos impactos no meio.

Os eventos do lado de fora do Rio Centro corresponderam ao maior encontro de ONGs, empresas e representantes de governos federais, estaduais e municipais rumo ao desenvolvimento sustentável.

Enquanto grupos financeiros globais discutiam como financiar investimentos em energia limpa e eficiência energética, temas que antes eram considerados um absurdo como, por exemplo, o fim dos subsídios para os combustíveis fósseis, foram discutidos nas mesas de negociações.

E a conclusão geral de muitos foi que não devemos esperar por acordos globais que nos instruam. Devemos agir o quanto antes, até porque em uma democracia o governo age representando os cidadãos, e não o contrário.

Qual é a sua opinião?

 

 

 

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