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meio ambiente Mudanças Climáticas Lixo reutilização Reciclagem poluição Aquecimento Global Economia Sustentabilidade Água
 

O mundo precisa de mais bicicletas

Baixa biodiversidade pode diminui...

Consumo de água cresce mais ráp...

 
02
jan

O mundo precisa de mais bicicletas

Publicado em Sustentabilidade. 02 de janeiro de 2012 - 09:43 - por Rafaela Mussi

A conferência de Durban na Africa do Sul, trouxe o comprometimento pela primeira vez desde Kyoto em 2007, de todos os maiores emissores em um instrumento com força legal para redução de emissões. Uma grande vitória, mas ao mesmo tempo, ela nos mostrou que nossas emissões continuam a crescer e todos sabemos que isso não será suficiente para limitar o aquecimento global à faixa de segurança estabelecida de 2ºC até 2100.

Mas então o que fazer? Surge a necessidade de colocarmos toda a energia possível para que o acordo global com metas para todos seja completado o mais rápido. E enquanto esse acordo não chega, cada um de nós tem a sua parte a fazer.

Li recentemente um estudo conduzido pela Federação Européia de Ciclistas (ECF) que comparou os impactos da emissão de CO2 do transporte por meio de bicicleta, ônibus e carro. Os resultados como já era de se esperar mostraram que se todos os 27 países da União Européia atingissem um percentual de transporte por meio de bicicletas igual ao da Dinamarca, uma redução das emissões de CO2  entre 63 e 142 milhões de toneladas por ano seria possível até 2050. Isso corresponde de 12 a 26% da meta de redução traçada pelo setor de transporte da Europa. Se nós ampliássemos isso em nível mundial esses valores de redução seriam então ainda maiores.

E mesmo sendo uma grande redução, a meta está longe de ser um sonho. Há tempo suficiente para que até 2050 sejam feitos investimentos de infraestrutura que sejam capazes de aumentar a popularidade desse meio de transporte, mas o ideal mesmo é que eles sejam feitos o quanto antes.

Como você pode ver na imagem abaixo, a emissão por pessoa para cada quilomêtro é de 16g para bicicletas, 95g para ônibus e 229g para carros. E além de reduzirem as emissões as bicicletas também colaboram na diminuição do trânsito e aumentando a qualidade de vida.


Fonte: ECF

A dica é que sempre que possível você utilize bicicleta ou ônibus ao invés do seu carro, e se isso nunca for possível, opte por um carro que seja mais eficiente.

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12
dez

Poetree: Uma urna que permite que você plante uma árvore nas cinzas de quem já se foi

Publicado em Sustentabilidade. 12 de dezembro de 2011 - 07:14 - por Rafaela Mussi

Cemitérios são responsáveis por um grande impacto ambiental e, apesar do embalsamento feito com químicos, das urnas de concreto e dos caixões não biodegradáveis, os funerais estão ficando mais “verdes”, com um número cada vez maior de opções eco-friendly.

A designer francesa Margaux Ruyant resolveu inovar e tornar tudo mais simples, juntando a morte e o ciclo de renovação da natureza, e criou o Poetree, uma urna que, segundo a criadora, tem um conceito muito poético, pois ela não é só um monumento simples e elegante, como também permite que os entes daqueles que se foram plantem uma árvore nas suas cinzas, dando lugar a uma nova vida.


Fotos: Margaux Ruyant


A urna tem um anel de cerâmica com os detalhes do falecido e é feita com um contêiner e uma tampa de cortiça. Os parentes podem colocar as cinzas na urna e levá-la para casa, junto com uma muda de árvore.

Quando tudo estiver pronto, a tampa pode ser removida, pode-se juntar terra à urna, e a muda será plantada junto às cinzas. Depois de certo tempo de crescimento, fica apenas o anel de cerâmica como um marcador e uma árvore para homenagear aqueles que se foram.

Eu, particularmente, achei uma ideia ótima, que transforma aquela visão estática que temos da morte em algo mais vivo e que nos traz esperança. Qual é a sua opinião?

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08
dez

Eco Light, a lâmpada de papel que não tem embalagem

Publicado em Sustentabilidade. 08 de dezembro de 2011 - 07:10 - por Rafaela Mussi

A fim de reduzir a quantidade de resíduos gerados por lâmpadas convencionais e suas embalagens, o designer Tien-Ho Hsu criou uma nova ideia, ainda conceitual, que promete trazer uma solução para esse problema, a Eco light, uma lâmpada de papel.

A lâmpada não passa, na verdade, de um papel coberto por uma emulsão especial que brilha quando ligado à eletricidade. Como mostram as imagens abaixo.


Fonte: Yanko Design


Fonte: Yanko Design


Esse projeto foi vencedor de um prêmio de design internacional em 2011. Eu, particularmente, adoro quando a minimização de embalagens e resíduos é contemplada e acho que esse é um grande pró da lâmpada, pois o produto é praticamente a embalagem.

Embora eu encoraje a ideia por trás do projeto de minimização de resíduos, há alguns pontos que ainda não ficaram bem claros e/ou devem ser trabalhados no conceito. O primeiro deles é se o brilho dessa lâmpada pode mesmo substituir o de uma lâmpada convencional e o segundo, considerando que temos lâmpadas agora que podem durar de 10 a 40 anos, dependendo da duração da lâmpada de papel (que também vai virar um resíduo depois de utilizada) pode ser que essa minimização no fim não compense.

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30
nov

Bike sharing chega também à Índia

Publicado em Sustentabilidade. 30 de novembro de 2011 - 07:15 - por Rafaela Mussi

Raj Janagam estava cada vez mais frustrado com a falta de meios de transportes públicos na Índia para distâncias curtas. 10 milhões de pessoas em Mumbai utilizam trens e ônibus públicos em percursos longos, mas para Janagam não havia uma forma prática de ir da estação de trem até a sua faculdade, por exemplo. E foi assim que surgiu a ideia de um programa de bike sharing.

Depois de um ano e meio de pesquisa junto a alguns amigos, o programa Cycle Chalao finalmente foi lançado em Mumbai em 2010. Depois disso, Pune, a capital indiana da “bicicleta” se interessou em lançar o seu próprio programa.

O plano inicial era de cobrar os usuários algo entre U$ 3 e U$ 4 por mês, mas o governo passou a financiar o projeto e os planos são de cobrar o valor de U$ 10 por um período de cinco anos, permitindo que as pessoas com rendas mais baixas também possam usufruir do programa.


Fonte: Cycle Chalao

A maior diferença entre o Cycle Chalao e os programas de bike sharing ao redor do mundo será a forma de como funcionam as “estações” de bicicletas. No programa indiano haverá atendentes em cada um dos estandes que serão responsáveis pela segurança e manutenção das bicicletas.

O projeto de Janagam não termina por aí. O cidadão já está conversando com o ministro do Desenvolvimento Urbano, que se diz interessado em instituir uma política de nível nacional que incentive o transporte por meio de bicicletas. De acordo com Janagam, o ministro tem a meta de instituir o programa em dez cidades nos próximos cinco anos.

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25
nov

Ativistas pintam 5km de faixa de ciclistas na Cidade do México em forma de protesto

Publicado em Atualidades, Sustentabilidade. 25 de novembro de 2011 - 10:22 - por Rafaela Mussi

Os cidadãos da Cidade do México têm pedido ao governo faixas de ciclistas, e apesar das promessas feitas na legislação há 4 anos, pouca coisa mudou.

Então, já que o governo falhou ao providenciar faixas seguras para que os ciclistas pudessem se deslocar pela cidade, os mesmos se reuniram, e em forma de protesto, pintaram as suas próprias faixas nas ruas em frente ao prédio do congresso da capital mexicana.


Foto: Jimena Veloz

Jimena Veloz, uma das ativistas engajadas no projeto, explicou que o “governo prometeu em 2007 que iria construir 300km de faixa de ciclistas por toda a cidade até 2012. Até agora, a cidade só tem 22,2 km, pois a maioria do dinheiro é destinado para a infraestrutura de carros, deixando a mobilidade de não motorizados de lado”.

Os ativistas completaram 5 km de faixa em apenas um dia. Veloz constatou: “Nós trabalhamos 8 horas, pintamos 5 km e gastamos menos de 1000 dólares. Quanto realmente custaria para se construir a insfraestrutura para bicicletas que a cidade precisa?”

Tenho visto que a utilização de bicicleta como meio de transporte está se popularizando cada vez mais pelo mundo todo. Acho um protesto como esse uma maneira muito poderosa, pacífica e visual de apoiar e chamar a atenção para uma causa que estava sendo esquecida. E em tempos de mudanças climáticas,  não só a Cidade do México com o seu transito caótico e alto nível de poluição, mas o mundo inteiro está precisando de um empurrãozinho a favor de mais opções de transporte sustentável.

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