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03
ago

É possível aliar interesses econômicos com ecológicos?

Publicado em Economizando&Cuidando, Sustentabilidade, Visão Sustentável. 03 de agosto de 2010 - 10:05 - por Rafaela Mussi

by Docol

Toda e qualquer empresa é movida por interesses econômicos, por menos ambiciosos que sejam, uma empresa não sobrevive sem lucro, e é claro que ela sempre caminha em busca de maximizá-lo. O problema é que, na maioria das vezes, para se atender aos interesses econômicos da empresa, quem acaba pagando por isso, de maneira direta ou não, é o meio ambiente. Uma fabricante de automóveis, por exemplo, ao acelerar a sua produção, consequentemente aumenta a frota de carros na rua, potencializando a poluição e o tráfego e diminuindo a qualidade de vida urbana.

 

É impossível não citarmos aqui também o caso do vazamento da plataforma da British Petroleum (BP) no golfo do México. Alguns relatórios internos da empresa já apontavam a fragilidade do equipamento de extração de petróleo antes do desastre, e mesmo assim, a BP decidiu arcar com o risco. O vazamento já custou a empresa mais de U$3,12 milhões, além de reduzir o valor da instituição pela metade. Mas quem está pagando de verdade por isso é o meio ambiente, pois seus danos são gigantes e podem ser irreversíveis. Antes do desastre, a BP era o maior grupo britânico, mas os interesses econômicos acabaram se sobrepondo à segurança, e no final, a própria empresa corre hoje risco de falência, além de ter provocado o maior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos. A culpa pode ser sim em parte da ambição da empresa, mas não podemos esquecer que somos nós os consumidores que ditamos quais são as demandas que as empresas devem produzir. Não que isso justifique, mas se há uma empresa fazendo loucuras para poder oferecer maior quantidade de petróleo, é por que nós ainda somos grandes dependentes do óleo negro.

 

A boa notícia é que temos visto cada vez mais empresas adotando os caminhos da sustentabilidade. Ou seja, embora isso ainda esteja em fase inicial, já estamos desenvolvendo uma consciência ambiental.  E até as próprias empresas já estão percebendo que podem, ao mesmo tempo, lucrar e promover a conservação do meio ambiente.  Como já vimos aqui no blog, algumas instituições estão economizando muito dinheiro ao investir em tecnologias que reduzem o consumo de água. A Docol, por exemplo, além de promover o uso racional da água em seus processos produtivos, incentiva que outras organizações o façam também. Para isso, criou um selo chamado Salvágua, certificando instituições que economizam água por meio da instalação de sua linha de torneiras automáticas que evitam o desperdício. Outro exemplo são os carros flex que estão lentamente dominando o mercado, além da possibilidade de se optar por biocombustíveis que são menos poluentes e também mais econômicos que os movidos apenas por combustíveis fósseis.

 

Pode-se dizer, então, que é possível sim aliar os interesses econômicos com os ambientais, mas para isso, quem tem que mostrar interesse no meio ambiente primeiramente somos nós mesmos. As empresas já estão começando a atender os nossos interesses e aos poucos os tornando delas também. Então o que cabe a nós é continuar optando por produtos sustentáveis, recusando aqueles que prejudicam o meio ambiente e, sempre que possível, questionando as organizações.

 

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27
jul

Racionar para ajudar na economia e no meio ambiente

Publicado em Economizando&Cuidando, Hábito sustentável, Uma escolha sustentável. 27 de julho de 2010 - 07:15 - por Dania Maria Pereira

by Docol

De um lado, a temperatura no planeta Terra começa a subir em níveis alarmantes, gerando alertas cada vez mais severos da comunidade científica; de outro lado, em muitos momentos, a economia mundial estremece, as bolsas de valores viram um mar de instabilidade, o desempenho econômico desce a ladeira.

Pois bem, o que o aquecimento global e as crises econômicas têm diretamente a ver? Há alguma relação direta entre os assuntos? Um depende do outro?

O aquecimento global, ainda que também se deva ao relaxo com que o homem vem tratando seu próprio habitat, acompanha um ciclo natural. Ao longo dos 4,5 bilhões de anos de sua existência, o planeta passou por várias mudanças. Já chegou até a ficar congelado!

O que importa nisto tudo, é que o homem, assim como influencia negativamente, pode agir de forma positiva. Especialmente em relação às crises econômicas, como a que hoje continua assolando muitos países europeus e estados americanos. No segmento da construção civil, do qual temos mais conhecimento de causa, as atitudes do ser humano podem ter um impacto favorável. Vejamos: a construção civil responde por cerca de 11% do PIB brasileiro (dados de 2009), com crescimento para este ano. Ao mesmo tempo, provoca um impacto ambiental proporcional a este poderio: dos recursos extraídos da natureza, a construção civil consome a metade em suas atividades; o setor produz 40% do resíduo gerado, desde a edificação de uma obra até sua demolição; qualquer projeto de construção afeta diretamente o entorno, com impactos que vão das aglomerações humanas até aterros e inundações.

Por outro lado, assim como qualquer outro ramo da atividade econômica, a construção civil é fomentadora do desenvolvimento. Então, o que é necessário? Em 2008, o governo lançou uma ajuda para o setor imobiliário, liberando linha de crédito de R$ 3 bilhões e até 5% dos recursos das cadernetas de poupança. Isto foi uma medida super bem-vinda, mas que resolve no curto e não garante o longo prazo.

Procurando olhar para além da linha do horizonte, continua valendo o batido refrão: investir no desenvolvimento sustentável. A história é antiga e implica em utilizar de forma racional os recursos naturais disponíveis, repondo o que for possível e evitando a degradação. Responsabilidade é a palavra-chave. Entre os recursos oferecidos pela natureza, o que está mais em risco hoje é a água. Aparentemente inesgotável, na verdade o líquido é mais precioso do que se imagina. Afinal, cerca de 97% da água está nos oceanos, enquanto 2,3% estão em forma de gelo ou nos lençóis subterrâneos e apenas 0,36% nos rios, lagos e pântanos. Deste pouco utilizável, 80% vão para fins agrícolas, 15% para as indústrias e 5% para consumo individual.

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