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20
out

Quantos escravos trabalham para você?

Publicado em Artigo. 20 de outubro de 2011 - 07:23 - por Rafaela Mussi

by Docol

“O que? Escravos trabalham para mim?”. Essa é uma pergunta que muitos devem ter feito ao ler o título, pois é realmente difícil de acreditar que ainda nos dias de hoje exista algo do gênero. Mas a triste notícia é que o trabalho escravo não só é uma realidade, como abriga o maior número de pessoas já visto na história, que podem estar, nesse exato minuto, trabalhando para nós.

“Ah! Mas se ele existe, deve ser, então, em alguma cultura muito diferente, longe de minha influência!”. Geograficamente, o lugar pode até ser longe (apesar de termos aqui no Brasil), mas aquele smartphone, aquela camiseta e o seu cafezinho, por exemplo, podem estar relacionados com o trabalho escravo.

“Mas são todos de marcas de reputação. Se elas tivessem fábricas com trabalho escravo, com certeza já estariam nos noticiários”. Verdade, mas também não é tão simples assim. O maior problema é que essas marcas que nós tanto amamos nem sempre sabem da procedência do material que utilizam. De onde vem o algodão para aquela camiseta? E o tântalo daquele smartphone? E é aí que mora o problema, pois o trabalho escravo ocorre nos campos, nas minas e nas fases de processamento do material primário.

E, como a informação é sempre a nossa maior aliada para combater os problemas, o site Slavery Footprint lançou uma calculadora que mostra o número aproximado de escravos que trabalham para você semanalmente, a partir de um questionário simples sobre os seus hábitos de consumo, para dar uma ideia geral sobre o impacto social das escolhas ao redor do mundo.

A ideia do site é fazer você entender qual a sua influência na escravidão, sem deixá-lo com remorso, ou forçá-lo a parar de comprar coisas, mas sim, levar você a refletir sobre o tipo de impacto que seria provocado se mudássemos os nossos hábitos e, também, convidando você a mandar uma mensagem para as marcas que consome, perguntando sobre a origem de sua matéria-prima.

Se você ainda não está convencido, vale lembrar que o trabalho escravo e más condições de trabalho também estão conectados com o meio ambiente. Então, por que não perder 5 minutinhos para responder o questionário e ver o que você pode fazer para melhorar?

Para acessar a calculadora, é só clicar AQUI!

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02
set

O que vale e o que custa na Antártica: a questão do consumo de água

Publicado em Água, Artigo. 02 de setembro de 2010 - 07:35 - por Convidado

by Docol

No caso brasileiro, nossa principal edificação – a Estação Antártica Comandante Ferraz – está localizada numa situação privilegiada, já que pode contar com a captação de água em duas grandes reentrâncias na rocha, que acumulam a água oriunda do degelo, formando lagoas que permitem o abastecimento por praticamente todo o ano. No entanto, já ocorreram situações em que, seja pelo inverno rigoroso, seja pelo consumo abusivo de água, a Estação passou por períodos de escassez, gerando a necessidade de medidas drásticas de controle do consumo e alto investimento energético para a transformação de neve em água. Observa-se que, para a produção de 300 litros de água, é necessário derreter cerca de 1.000 litros de neve!

 

 

Mesmo considerando que a água é um recurso abundante, é preciso também avaliar que toda a água consumida será transformada em resíduo líquido e que, dada as características especiais da Antártica, esses dejetos deverão ser tratados, demandando novamente uma grande quantidade de energia e tecnologias adequadas à esse tratamento (SOARES, GONÇALVES e ALVAREZ, 2009).

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26
ago

O que vale e o que custa na Antártica: a questão da sobrevivência

Publicado em Água, Artigo. 26 de agosto de 2010 - 07:29 - por Convidado

by Docol

Trabalhar com a Antártica significa lidar com situações absolutas incomuns e diferenciadas dos meios urbanos tradicionais. Assim, o simples fato de estar lá requer, minimamente, ponderar sobre “o que vale” e “o que custa”. O lixo produzido na nossa Estação – a Estação Antártica Comandante Ferraz -, é um ótimo exemplo desse conceito, já que todo resíduo não orgânico tem que ser trazido de volta para o Brasil. Assim, esse “lixo” sem qualquer valor incorporado é embalado, pesado e medido, armazenado pelo tempo necessário, carregado para o navio e transportado até o Rio de Janeiro. Se for considerado o custo associado a essa tarefa – homens/hora, armazenagem, combustíveis, etc. – certamente o resultado final conterá uma cifra surpreendente e não comparável a qualquer outra situação. Mas, quanto vale manter a Antártica preservada tanto em termos ambientais quanto ao conceito de local destinado à paz e à ciência?

 

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09
jul

O poder das empresas para transformar a sociedade

Publicado em Artigo. 09 de julho de 2010 - 07:15 - por Convidado

by Docol

Empresas são criações recentes na história do desenvolvimento humano. Pode-se afirmar que mais de 99% de todas elas não existiam sob nenhuma forma há mais de 250 anos. Reúnem hoje mais poder para mudar o planeta, para o bem e para o mal, que muitos governos juntos, organizações religiosas, crenças e movimentos sociais.

Movidas pelas inovações que revolucionaram a forma de vida ou pelas demandas e expectativas de uma sociedade cada vez mais bem nutrida e informada, as empresas são protagonistas importantes no processo do desenvolvimento. Hoje a palavra da vez é a sustentabilidade. Serve para tudo na visão simplista de muitos. Tem sido utilizada principalmente para manifestar a preocupação de alguns pelo rumo que o desenvolvimento está tomando. Desenvolvimento tornou-se sinônimo de crescimento a qualquer custo, alimentado pelo individualismo e pela ganância.

Assim estamos procurando conhecer em profundidade o que entendemos por “desenvolvimento sustentável”. Temos que separar da palavra desenvolvimento a crença de que é baseado exclusivamente em crescimento.

Surge uma questão. A expressão exata seria “desenvolvimento sem crescimento sustentável”? E que tipo de empresa estaria interessada em investir nesta idéia? Não crescer, ou até diminuir o consumo!

Muitas empresas estão investindo nessa ideia revolucionária. Ao combatermos os desperdícios, o consumo fútil, o individualismo e a ganância, estamos investindo em sustentabilidade.

O uso racional da água é um exemplo simples e consistente para o entendimento desta questão. A empresa responsável pelo serviço público de abastecimento de água e a conservação das águas urbanas é um exemplo. Quando combate seus vazamentos, gerencia melhor a cobrança pelos seus serviços e adota a estratégia de incitar a redução do consumo da água na cidade, consegue abastecer mais usuários até com menos água. Reduz assim a geração de esgoto sanitário e o impacto ambiental.

Essa é a nova visão da sustentabilidade. Com esta visão podemos começar a desconstruir o mito da “Divindade Mercado” que orienta o desenvolvimento da maioria das empresas.

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29
abr

Construção sustentável: manual do usuário

Publicado em Artigo, Sustentabilidade. 29 de abril de 2010 - 08:05 - por Convidado

by Docol

Ao contrário da propaganda dos high-tech Green-building, não tem construção sustentável sem usuário comprometido. Aqui vai um pequeno manual de sustentabilidade para o usuário residencial brasileiro. O conceito básico: não precisa mudar para um edifício certificado. Com pequenas melhorias a residência atual será sempre mais sustentável e dispensa o impacto de construir uma nova. Aí é a mudança de postura da família. Aí vão as ideias:

  • Economize água: Se a bacia for de consumo superior a 6,8L substitua por uma nova e regule a vazão da válvula de descarga. Coloque torneiras com aerador. Chuveiro de baixo consumo. Olho no consumo: Torneira fechada e banhos curtos. Faça acompanhamento mensal do consumo.
  • Conforto sem energia: Pinte as paredes da fachada de cores claras ou frias. Sombra nas paredes, janelas e telhados: é sinônimo de conforto. A das árvores é a melhor – use árvores caducas em regiões frias. Mas existem outras estratégias: persianas ou venezianas com espaço para ventilação são importantes.
  • Conforto sem energia II: Em uma residência, calor entra pelo telhado. Use um telhado de cor clara e mantenha-o limpo lavando periodicamente. Alerta: pinturas claras convencionais tem baixíssima durabilidade no telhado, informe-se a respeito. Melhor ainda: um telhado verde – os feitos de suculantas dão pouca manutenção.
  • +Conforto –Enchentes: acabe com a pavimentação do quintal e do jardim: plante árvores. Se não der, plante grama, pois verde é a solução. De quebra o verde ajuda a refrescar o ambiente, combatendo as ilhas de calor.
  • Economize energia: Somente equipamentos com selo PROCEL A. Troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas – selecione as amarelas que são mais agradáveis e fuja das baratinhas – elas não duram nada. Se estiver no sol e morar em casa, substitua o chuveiro elétrico ou gás por aquecedor solar. Se tiver um ar condicionado velho, troque por um novo PROCEL A. Se estiver planejando comprar um, considere um ventilador de teto. Procel A, é claro. Olho no consumo: chave de luz também serve para desligar. Faça acompanhamento mensal do consumo. Economia de energia não justifica banho longo.
  • Se for reformar exija nota fiscal pois sonegação é insustentável. Dê EPIs e alimentação aos operários. Pague todos os direitos trabalhistas. Madeira só plantada – tem eucaliptos lindos – ou certificada FSC. Evite desperdícios. Se precisar demolir, contrate uma empresa transportadora autorizada pelo Departamento de Limpeza Urbana , Limpurb, da sua cidade.

E então, o que vocês andam adaptando por aí?

Profº Vanderley John

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