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24
fev

Menino de 13 anos cria estrutura solar que capta 20% a mais de energia

Publicado em Água. 24 de fevereiro de 2012 - 07:20 - por Rafaela Mussi

by Docol

Aidan Dwyer: anotem esse nome pois ele deverá ser muito falado daqui pra frente. Trata-se de um americano de 13 anos (foto abaixo), estudante da sétima série, que sozinho criou e executou um projeto de uma estrutura solar que capta 20% a mais de energia do que as placas fotovoltaicas convencionais, deixando toda a comunidade científica boquiaberta.

Foto: American Museum Of Natural History

Enquanto muitos cientistas tentam buscar soluções por meio de alternativas mais complexas e elaboradas, Aidan mostrou que a resposta às vezes pode estar na simplicidade. Para criar a sua estrutura, o menino resolveu utilizar a natureza como modelo e desenvolveu um projeto que imita a uma árvore. Ele constatou que a presença de galhos e folhas (ou no caso, placas fotovoltaicas) dispostos de maneira irregular em diferentes níveis captaria mais energia do que um painel fotovoltaico plano convencional.

É dessa mesma maneira que as árvores produzem energia na natureza: coletando luz solar por meio de suas folhas e então realizando a fotossíntese.

Para construir a sua árvore solar, que pode ser vista na foto abaixo, o menino contou com a ajuda da internet. E os resultados foram muito satisfatórios: além de captar 20% a mais de energia, a árvore solar também ocupa menos espaço do que um painel fotovoltaico comum e também é mais eficiente no inverno, em condições de frio e neve e em locais que não são totalmente voltados ao sol.

Foto: American Museum Of Natural History

O projeto fez tanto sucesso que além de ser premiado pelo Museu Americano de História Natural, Aidan também foi convidado para participar da Conferência sobre o futuro energético global, nos emirados Árabes ao lado de renomados cientistas e também do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.

Inspirado com o resultado, Aidan planeja continuar a sua pesquisa e continuar testando padrões diferentes de árvores para ver se encontra algum ainda mais eficiente.

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20
fev

Escultura interativa simula o que acontece aos nossos oceanos com tanta poluição

Publicado em Água. 20 de fevereiro de 2012 - 07:30 - por Rafaela Mussi

by Docol

Tampinhas de plástico coloridas dançam em tubos de água, subindo e descendo e girando com a corrente borbulhante que vem debaixo. Mas essa visão harmoniosa não dura muito tempo. Quando muitas tampinhas são introduzidas nos tubos, o show para, simbolizando o efeito da poluição causado pelo plástico em nossos oceanos.

O Artista Fred George criou a sua instalação interativa “Oceano Plástico” em Saarbrücken, na Alemanha, para ajudar a ilustrar a ameaça crescente que a presença de plástico traz aos peixes e outras criaturas marítimas.

Com sete colunas preenchidas com água, para representar cada um dos oceanos do mundo, a obra é completada com tampinhas plásticas coletadas por crianças locais.

As tampinhas são introduzidas nos tubos e forçados pela corrente a se movimentarem, produzindo um efeito visual para chamar a atenção dos pedestres que por ali passam.

Quando as colunas se tornam cheias de plástico, o ar que causa a corrente, não é mais capaz de movimentar os fragmentos e a escultura se torna uma amostra do que os nossos oceanos estão se tornando com tanta poluição.

George, que já foi responsável por outras obras com tema ambiental, deixará sua obra em exibição na cidade por seis meses.

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17
fev

Dispositivo filtra o lixo dos bueiros e previne enchentes

Publicado em Água. 17 de fevereiro de 2012 - 07:21 - por Rafaela Mussi

by Docol

Uma nova tecnologia promete por fim, ou pelo menos reduzir boa parte das enchentes provocadas pela poluição urbana além de também prevenir parte do lixo jogado nas ruas de chegar aos rios. Desenvolvido por uma empresa brasileira, o Ecco Filtro acompanhado do Ecco gestor são respectivamente uma cesta que filtra e armazena todos os resíduos que chegam aos bueiros e um software que para o gerenciamento da limpeza dos mesmos em tempo real.

O acúmulo de resíduos em bueiros somado as chuvas tem causado muitos problemas para cidades como São Paulo, por exemplo, provocando enchentes e outros problemas. Desta forma tecnologias que reduzam este tipo de estão sendo muito procuradas.

Este sistema já foi testado em algumas cidades e segundo o diretor da empresa, ele é capaz de reduzir 35 minutos do tempo de limpeza dos bueiros. Gasta-se normalmente cerca de 40 minutos, mas com o filtro e o software instalados este tempo passa para 5 minutos. A parte legal é que qualquer um pode acompanhar a limpeza dos bueiros, basta digitar o CEP para ver se os bueiros da sua rua estão limpos ou não.

Para programar as limpezas o software se baseia em alguns parâmetros como o tráfego de pessoas na área, por exemplo, se este for muito intenso a limpeza tem que ser feita com mais frequência.

A empresa já está desenvolvendo também um dispositivo que avisa quando o bueiro atingir 80% de sua capacidade.

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15
fev

Barragem de três gargantas é responsável por seca no maior lago da China

Publicado em Água. 15 de fevereiro de 2012 - 07:15 - por Rafaela Mussi

by Docol

A massiva barragem de Três Gargantas na China, que já foi responsável pela relocação de mais de 1 milhão de pessoas, pode ter atingido uma nova vítima: segundo pesquisadores a hidrelétrica foi uma das responsáveis pela seca do maior lago do país.

O lago Poyang normalmente cobre 3.500 Km2 do leste chinês, mas no mês passado apenas 200 Km2 estavam abaixo de água, deixando pescadores desprovidos de sua renda e impedindo barcos de o cruzarem.

A seca no lago foi a maior já registrada nos ultimos 60 anos e o governo culpa a pouca incidência de chuvas na região, que certamente é um fator contribuinte, porém o pesquisador Ye Xuchun afirmou que a barragem que fica a 500 Km de distância em seu afluente, reduziu dramaticamente a vazão do rio Yang Tsé, que está conectado ao lago.

Fonte: La Informacion

De acordo com um estudo de co-autoria de Xuchun, o aumento da profundidade do reservatório da Três Gargantas em 2006 provocou uma queda significativa do nível de água no lago Poyang. O mesmo está se repetindo agora.

A China admitiu no ano passado pela primeira vez que a barragem está provocando um impacto negativo nos recursos hídricos da região, mas até agora nada fez para solucionar o problema.

O equilíbrio ambiental local foi seriamente afetado este ano. Além da perda de peixes, os pássaros migratórios que antes descansavam e se abasteciam ao redor do lago sumiram também.

De acordo com um outro pesquisador, o solo chinês é muito seco e isso torna o rio Yang Tsé vital. O lago Poyang é outro elemento chave e o seu estado atual deve servir como um grande alarde para o futuro.

A história nos mostra que muitos dos impactos só começam a aparecer com o tempo, e com a polêmica que a construção de Belo Monte está gerando, vale a pena refletirmos sobre isso também.

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03
fev

Você viveria sem dinheiro?

Publicado em Água. 03 de fevereiro de 2012 - 07:19 - por Rafaela Mussi

by Docol

Uma vida sem dinheiro, é claro que se de maneira voluntária, soa um tanto despreocupada.  E é esse o testemunho de Hiedemarie Schwermer, de 69 anos, que afirma ter passado os últimos 16 anos sem uma única moeda.

Após o sucesso  da loja a base de trocas chamada Gib und nimm (Dar e Receber), que montou durante uma depressão econômica para ajudar as pessoas a trocarem seus produtos ou serviços, Schwermer decidiu tentar viver sem dinheiro durante um ano como uma experiência. O sucesso foi tão grande que o período de um ano virou uma década, e agora já está quase próximo a duas, deste novo estilo de vida. Schwermer troca suas habilidades fazendo pequenos trabalhos por moradia, alimentação, e tudo mais que ela precisa na vida.


foto: livingwithoutmoney.org


A alemã e seu estilo de vida ficaram muito populares na internet dando origem a vários artigos.  Um deles levantou um ponto muito interessante:  mesmo aqueles de nós que não optar por desistir totalmente  do capitalismo poderia fazer utilizando muito menos.

E menos é o princípio de tudo isso. Com menos coisas, Schwermer encontrou mais tempo para a felicidade, para a aprendizagem, para os relacionamentos com outras pessoas. Embora esse modo de viver não seja para qualquer um, a mensagem que ele transmite deve ser considerada por todos. Por que nós trabalhamos, se não viver?  Apenas para que possamos comprar mais coisas?

A história de Schwermer  foi também explorada por Line Halvorsen e trasformada no documentário Living without money (vivendo sem dinheiro em português).

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